domingo, 29 de julho de 2007

Frio

Tem feito um frio fora do comum aqui no litoral catarinense. E eu tenho sofrido muito, por enquanto (espero), por conta do piso. Mas acredito que conforme eu vá levando algumas coisas pra casa, esse frio que sinto lá dentro tende a diminuir.

Neste final de semana meu pai reuniu os amigos que compartilham de um mesmo hobby na casa dele. Motoqueiros com idade pra cima de pelo menos 35 anos. Fui lá depois de sair do trabalho fazer uma social.

Passa-tempo preferido em casa: FILMES! Mas meu PC de casa deu problema. Não está ligando. Ele só apita, apita e apita. Estou tendo que me virar com o laptop pra tudo. Até pra ouvir música.
Só fico pensando nos filmes e seriados que estava baixando lá. Espero conseguir resolver esse problema amanhã. Mas, pra variar, tô cheio de problema pra resolver.

Ah, ainda não estou 100% da conjutivite.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Afe!

Deve ser duas da manhã. São. Acabou de soar as badaladas do sino da Igreja Matriz, aqui no Centro.
Estou no meu laptop agora, sentado no canto esquerdo da cama, onde sempre gostei de dormir. O frio e o silêncio lá fora gera uma série de pensamentos, sobre mim, sobre este lugar, que vem e que voltam a todo o instante seja lá o que eu esteja fazendo, em qualquer momento. Mas principalmente agora, durante a madrugada.

A fome ataca meu estômago. Mas não sei se quero comer. De fato, estou me alimentando super mal desde que me mudei. Meus dentes estão cada vez mais amarelados. Chego a me assustar. Chego a pensar até que isto tudo não está me fazendo bem. Algo me diz que assim que o contrato do aluguel acabar, irei voltar pra casa dos meus pais. Como a Maitê comentou em outra postagem, talvez o “encanto” de eu morar sozinho esteja acabando. Não vou acabar com o blog. Muito longe disso. É que as vezes a gente pára e pensa no que estamos fazendo da nossa vida.

Eu queria mesmo é que essa maldita conjutivite passasse. Estou de saco cheio.
Quero voltar a trabalhar. Falo isso porque, trabalhando ou não, vivo correndo. E me pergunto: o que está errado? O que estou fazendo de errado? Não é que as coisas não estão dando certo. Estão sim. Num ritmo lento, mas estão.
Acho que estou é noiado. Essa é a verdade. Estou meio que sofrendo sem Internet aqui, tendo que ir na casa de meus pais porque a porra da UNIVALI bloqueia acesso a blogs, fotologs, Orkut, MSN, ICQ. Isso é que é exemplo de universidade, que de acordo com o último mote que me lembro: “um MUNDO de conhecimento”.

Mas não estou reclamando! Estou só dizendo que estou me sentindo estranho. Querendo outras coisas sem nem conseguir resolver o que de fato eu preciso resolver. Talvez seja preciso passar por essas coisas. Aprender! Mas é que chega uma hora que você e nem mais ninguém tem paciência o suficiente para esperar, errar, gastar dinheiro, se comprometer com coisas que não pode cumprir, e, por fim, aprender.
Pode parecer que o problema seja dinheiro. Mas acredite, não é. Ainda penso que o mais problemático é que de fato (adoro essa expressão) ainda não consegui organizar minha cabeça. Conseqüentemente, minha mente ainda está fora de órbita. Como assim? Quero tantas coisas que não sei por onde começar. Está sendo muito fácil me perder em algumas tarefas que a princípio seriam simples e sem complicações. O verdadeiro problema está exatamente nisso: a quantidade que quero. Não consegue ver um exemplo? Bom, o estúdio (sim, moro em um estúdio, com sala, cozinha e quarto em um lugar só, apenas o ban*eiro separado – mas e daí? O Eminem não morava em um treiler?) está completamente escuro. O que ilumina em meu alcance é a luz do monitor do laptop, mas acho que posso fazer uma lista de pequenas coisas que eu gostaria de resolver. Preparado (a)? Anota aí.

PRECISO
- De um gaveteiro de plástico. Se possível, igual ao que tenho ao meu lado esquerdo.
- Arrumar cortinas de Gente (repare o G maiúsculo), com blackout. É um saco você reparar e notar que quem está na rua consegue enxergar tudo o que faço quando a luz está acesa.
- De uma banqueta ou algo para sentar. De preferência que tenha rodas, que dê para arrastar. Certo, vi um perfeito em uma loja aqui perto, de couro branco. Só não perguntei o preço porque estava voltando do supermercado, e com um pouco de pressa. Mas branco é foda porque suja fácil... Um banco alto não seria nada mal também. Sempre é útil.
- De um espelho na medida correta (ainda preciso medir aquela merda) para colocar no armarinho do banheiro. Aquele espelho está lastimável.
- Dois painéis de tamanho de correr para separar o ambiente cozinha/sala do quarto. Mas preciso de tempo (e saúde) pra chamar o Alejandro aqui e conversar com ele. Tenho três cores básicas para trabalhar: branco, azul e verde. Uma neutra, duas frias. Esta idéia do painel ainda não me convenceu totalmente. Tenho medo que só me traga dor de cabeça no verão, já que aqui é úmido. Pressuponho que você saiba que qualquer lugar úmido faz a sensação térmica elevar ou diminuir, vide o próximo ítem.
- Arrumar um jeito de esquentar o apartamento. Isso aqui no inverno vira um freezer. E com vento grátis!
- Internet! Como estou vivendo sem Internet aqui?

Só que antes de isso tudo, preciso me organizar nas contas. Até comecei a fazer isso, mas na boa: não existe maior pentelhação do que ficar anotando tudo. Tento me organizar com base nas coisas que tenho na cabeça e manter meus gastos balanceando como posso. Se um mês a conta de luz (administrativamente falando, uma despesa variável) veio R$ 25, posso gastar um pouco mais no supermercado (outra despesa variável) e me dar o luxo de comprar algumas coisas além do essencial, que já é escolhido a dedo.
O que estou pra começar a fazer é anotar as coisas que preciso fazer no dia. Não no laptop, não no blog, mas no papel e caneta mesmo, na unha. Estou percebendo que na maioria das vezes eu simplesmente esqueço o que preciso fazer. Alzheimer avançando aos 26? Não pode ser.

Não sei se quem vier aqui irá ler este post inteiro. Essa não é bem a minha preocupação. Minha preocupação é que essa vida de correria sem resolver nada não acabe nunca. E lá vou eu, pensando na madrugada, lavar meus olhos com soro fisiológico, comer algumas bolachas e, se Deus assim quiser, dormir em paz.
O sino da Igreja volta a soar... 2:30 da manhã.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Atualizações importantes

Quem diria: a primeira doença. Conjuntivite.
Ontem acordei perto das 10 da manhã, com o olho esquerdo bastante inchado. Suspeitei desde o princípio que seria conjutivite. Porém, depois de um longo e gostoso banho quente, o olho desinchou. Maravilha! Mas não me deixou quieto. Consegui marcar oftalmo pela Cassi uma hora antes de eu ir trabalhar. Saí de lá com uma licença-saúde e a suspeita confirmada pela Wânia Bridon Ferreira Leite.
Foi receitado colírio Pred Mild. E até que não está incomodando tanto.

Corri na farmácia da Universidade ver se conseguia comprar. Não consegui: só por encomenda. Deixei encomendado e fui passear na biblioteca da Universidade. Peguei 7 livros. E pra carregar tudo isso pra casa? Haha!

A noite, filme básico: Adrenalina. Não era filme, na verdade é um documentário sobre pessoas que não vivem sem sentir perigo. O ponto alto é a idéia de fazer um aparelho inventado por Leonardo da Vinci voar, com apenas uma pessoa. Trata-se de uma forma triangular, libertada a pelo menos 1.000 metros de altura. Se o aparelho falhasse, o coitado iria pro saco, com tudo registrado pelas câmeras. Bom, vale pelo aprendizado.

Por hoje, estou com o colírio em mãos; troquei um dos 7 livros, que era lixo puro, mas que consegui fazer um fichamento útil pros meus trabalhos; o mais importante: consegui fazer com que um vizinho me emprestasse a chave da caixa de correio, que é coletiva (graças a licença-saúde). Ufa! Graças a Deus, a conta de luz não estava atrasada (ainda). Ufa! (denovo).

segunda-feira, 16 de julho de 2007

De cima da cama, O Segredo!

É praticamente uma da manhã e simplesmente tenho que escrever isso. Não sei se acabei de sofrer uma espécie de lavagem cerebral ou se o futuro parece estar sempre muito próximo do que imaginamos.

Trata-se do documentário O Segredo. Se você nunca viu este filme, pare de ler neste momento, vá ao cinema e veja. Depois leia o resto deste post. Não há nada que não possa ler, muito pelo contrário. Mas seria interessante ver o filme e depois ler os tipos nas próximas linhas.

Ter metas e objetivos. Meu pai sempre soube isso. Querer uma coisa, visualizar e principalmente saber esperar as coisas acontecerem. Bom, embora ele saiba ainda, ele, como pessoa (e não como pai), pode não ser o melhor exemplo de mentalização positiva.

Lembro-me da minha primeira namorada. Aliás, sempre lembrei. Na ocasião, descobri que tinha sido traído. Minha mãe me viu chorando num estado calamitoso, me abraçou forte e disse, falando próximo ao meu ouvido: “Filho, deixa eu te falar uma coisa: tudo no mundo é energia. E as energias fluem, se renovam. A gente precisa disso pra viver. (...) Então deixa essa energia ir embora e deixa vir outra.” Por mais que eu tentasse argumentar algo com ela, eu não achava argumentos. Foi um momento muito difícil.
E acho que é por isso que até hoje, após 11 anos, ainda nos falamos.

E sim, minha mãe também conhece o segredo.


Agora, existem várias coisas impressionantes que aconteceram e me levam a uma ligação direta com a Lei da Atração ou o segredo.
Bom, as pessoas por aí sempre me dizem, quando digo que estou sozinho, que a pessoa da minha vida vai aparecer quando eu menos esperar. Claro, preciso me amar primeiro, me aceitar. Sei que há coisas em mim que eu não gosto. Será que, como a Mariana me falou, não preciso aprender a ver o lado bom das coisas mesmo? Várias pessoas que viraram símbolo da humanidade possuem citações famosas dizendo que quem cria o mundo, somos nós mesmos. Não apenas nossas atitudes, mas nossa mente.

A busca da felicidade? Exatamente. Mas não há nada de mágico ou espiritual-fantasioso por trás disso. E, graças a Deus, nada que um Paulo Coelho possa vender.
Essas coisas são reais. Porque não importa: se eu colocar na minha cabeça que eu serei um grande profissional da Comunicação Empresarial, eu realmente serei um profissional da Comunicação. Mas é aí que entra o saber esperar.


O mais curioso nisso tudo é que existe um seriado de ficção científica na televisão americana chamada The 4400. É a história de 4.400 pessoas que são abduzidas em diferentes épocas da humanidade moderna e devolvidos à Terra de uma só vez, em Seattle. Eles voltam com super-poderes para evitar a extinção da humanidade. Alguns morrem, outros matam. Mais o que isso tem a ver com a Lei da Atração e o segredo?
Existe, de fato uma semelhança, embora talvez tênue entre a idéia do The 4400 e o segredo. Na série, a substância responsável pelos super-poderes chama-se Promicin. Vamos aceitar que na nossa realidade, a Promicin seja O Segredo, uma espécie de super-poder. Na série, existe uma espécie de seita por trás da Promicin. Na nossa realidade, O Segredo está sendo espalhado por filósofos. Na série, a Promicin é uma substância oferecida livremente a todos, embora tenha seus riscos. Talvez eu não saiba defender esta hipótese com O Segredo, mas ele está aí, no livro e no documentário passando nas salas de cinema de todo o país, e, definitivamente circulando pela Internet.
Eis uma boa oportunidade para a série explorar o segredo! Não falei que vou ser um grande profissional da Comunicação Empresarial?



Outra coisa: você acha mesmo que eu estaria investindo uma madrugada de uma segunda-feira em algo que não acredito?

Tenha sempre bons pensamentos, porque é assim que se constrói o mundo.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Quando tudo começa a ficar estranho

Outra hora parei um pouco. Me apoiei no balcão da cozinha e fiquei pensando. Faz mais de um mês que me mudei. E o que eu fiz até agora de útil para o meu canto? De fato, muita pouca coisa.
"É o tempo, lá vem ele", você pode pensar. Mas ultimamente algumas coisas estranhas tem passado pela minha cabeça.
De fato, isso é estranho.

Mais um fato: sem música eu não vivo.

Quanto tempo mais vou agüentar sem atualizar meus endereços para as postagens de contas? Ai, preguiça.

sábado, 7 de julho de 2007

Mas a gente se vira

Por lá, tudo muito bem, tirando a bagunça. Mas como pra tudo há uma solução, eu tenho a solução. É tempo. E infelizmente é uma coisa que eu não tenho tido muito. Estou tendo que me virar a pé, e as vezes realmente não dá tempo nem de comer, porque em 20 minutos tenho que estar em lugares diferentes.
Outro dia, voltando do trabalho, perto das 22 horas, acabei passando no Medonho, um carrinho de cachorro-quente famosinho, que fica estacionado na frente da Igreja Matriz. Pedi 2 prensados de frango. Foi a salvação do dia (ou da noite).

Salário saiu sexta-feira e em dinheiro! Ô, maravilha! Mas nem tudo é o que parece ser: as contas do mês já começaram a chegar.

Outro dia encontrei uma vizinha. Precisava conversar com ela sobre a Net. Ela fechou um plano da GVT, 500 kbps de velocidade. É, tá bom. Mas precisamos ver ainda como vamos ficar de modem e extensão até o meu apartamento.
O dia que eu tiver Internet lá, vai virar meu paraíso. O que realmente falta é uma decoração legal. Mas como eu disse no início ali em cima: tempo é uma coisa que ainda vou conseguir.

Fui pra casa! Trabalho amanhã.

Voltar faz bem

Fazia um bom tempinho que eu não vinha pra cá, onde estou agora. Estou na casa dos meus pais. Passei praticamente minha vida inteira dentro desta casa. Foi cenário de cenas lindas, tristes e trágicas. Lembro de fato de fatos que marcaram minha vida, aquelas coisas simples e bobas que volta e meia nos flagramos com pensamentos variados.
Hoje, morando fora da casa dos meus pais, vejo tudo "com saudade", como meu pai me disse uma vez. Acredito que viveremos com um certo temor quanto ao abandono da casa. No lugar dela virá um prédio, assim como as outras duas ao lado (um prédio só no lugar das três casas).
Já tenho saudade, pra falar bem francamente, das coisas que eu sinto aqui. A energia da casa, por ora mexida por sensações e lembranças. Me dá vontade de chorar.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Opa, paraí!

Hoje pela manhã fui na casa dos meus pais, baixar uns arquivos da Internet, mandar outros. Na volta, na minha rua mesmo, passei por uma mercearia que existe ali há pelo menos 20 anos. Tá. E daí?

Uma bolacha waffer da Bauducco, daquelas beeeem gostosas (e cheio de gorduras trans - infelizmente), por R$ 1,30! O mesmo preço do Negresco no supermercado. Enquanto alguns pagam até R$ 2 em postos de conveniência. Uma diferença de 0,6%, economia de 70 centavos, que da pra comprar até sete balas de 10 centavos.

Fantástico!

domingo, 1 de julho de 2007

Ontem, sábado

O dia começou bem: pedi ao vizinho olhar a caixa de correio (que é conjunta) e vi a conta de luz. Um mês atrasada. O gente boa achou que eu tinha a chave da caixa de correio. Me fodi. Amanhã vou ter que ver a faca que vai sair essa fatura de luz.

Fui ao shopping a tarde encontrar um amigo de Joinville. Acabamos indo em um lugar que tocava Rock. Virou casa de Pagode. (ugh!) Mas sábado rolou rock. Fomos. Lá, encontrei o Glen, Renata, Margit e Cesar: povo do trabalho, alguns ex-colegas e outros conhecidos.

Acabamos o sábado lá em casa, conversando, as 4 da manhã.